AVALIAÇÃO DE DIFERENTES INTERVALOS DE FUNGICIDAS NO CONTROLE DE GIBERELA E NA CONTAMINAÇÃO POR MICOTOXINA EM CEVADA CERVEJEIRA

Autores

  • Maria Eduarda BARBOSA
  • Alisson John SOUZA

Palavras-chave:

Gibberela zeae, Hordeum vulgare, Micotoxinas

Resumo

A cevada (Hordeum vulgare) é uma cultura tipicamente de inverno. A produção brasileira do grão está concentrada na região sul, sendo o Paraná o maior produtor nacional de cevada, respondendo por cerca de 60% da produção, Guarapuava é considerada a capital nacional da cevada e no malte. A cevada pode ser acometida por doenças causadas por diversos fungos fitopatogênicos, sendo um deles a Gibberela zeae (Fusarium graminearum), causadora da giberela, doença capaz de reduzir o rendimento de grãos e o peso hectolitro, além de produzir micotoxinas. Este trabalho tem como objetivo avaliar se há efeito de diferentes intervalos de aplicação de fungicidas no controle da Gibberela zeae (Fusarium graminearum) na cultura da cevada, considerando parâmetros de sanidade da espiga, produtividade e qualidade dos grãos destinados à indústria cervejeira. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso com quatro
repetições e cinco tratamentos, consistindo em diferentes épocas de aplicação de fungicidas. As avaliações realizadas foram: severidade, incidência, produtividade e análises do grão (teor de deoxinivalenol (DON), peso hectolitro, proteína e peso de mil grãos). Os tratamentos compostos de três e quatro aplicações foram os mais efetivos no controle de severidade e incidência quando comparados à testemunha. A produtividade e os aspectos bioquímicos do grão não foram afetados pelo nível de controle da giberela. O teor da micotoxina DON ultrapassou o limite definido na legislação apenas na testemunha. Conclui-se que a aplicação sequencial é efetiva no controle da giberela, especialmente para redução no teor de micotoxinas nos grãos de cevada cervejeira, cv.
Princesa.

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Publicado

2026-04-15

Edição

Seção

Artigos