O PAPEL DO EXERCÍCIO FÍSICO NA MITIGAÇÃO DOS EFEITOS ADVERSOS DE TAXANOS E ANTRACICLINAS EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA

UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Autores

  • FERNANDA DO NASCIMENTO

Palavras-chave:

câncer de mama, quimioterapia, exercícios físicos

Resumo

O câncer de mama permanece como o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres e uma das principais causas de mortalidade feminina em todo o mundo. Embora os avanços no diagnóstico e no tratamento tenham aumentado a sobrevida, a quimioterapia, especialmente os protocolos à base de antraciclinas e taxanos, ainda impõe grandes desafios físicos e emocionais às pacientes, como fadiga, perda de força muscular, neuropatia periférica e redução da qualidade de vida, efeitos que frequentemente limitam o tratamento e a recuperação funcional. Diante desse cenário, o exercício físico tem se destacado como uma intervenção promissora, segura e de baixo custo, capaz de minimizar esses impactos. Assim, o presente estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão sistemática da literatura, os efeitos dos exercícios físicos em mulheres com câncer de mama submetidas à quimioterapia com antraciclinas e taxanos. Para isso, foram realizadas buscas nas bases PubMed, ScienceDirect e PEDro, contemplando artigos publicados entre 2020 e 2025, conforme as diretrizes PRISMA, sendo que, dos mais de 11.000 estudos identificados, cinco atenderam rigorosamente aos critérios de elegibilidade e foram incluídos na análise qualitativa. Os resultados demonstraram que diferentes modalidades de exercício, como aeróbicos, resistidos, de equilíbrio e de alta intensidade, promovem melhoras significativas na força muscular, resistência física, fadiga, ansiedade, depressão e qualidade de vida, além de contribuírem para a prevenção de complicações como neuropatia periférica e cardiotoxicidade induzidas pela quimioterapia. Conclui-se, portanto, que a inserção de programas de exercícios físicos durante o tratamento oncológico não apenas auxilia na manutenção da função física, mas também representa um importante aliado na preservação da autonomia e do bem-estar psicológico das pacientes, oferecendo à mulher em tratamento contra o câncer de mama a oportunidade de viver com mais força, equilíbrio e esperança.

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Publicado

2026-04-17

Edição

Seção

Artigos