EXPLORANDO OS EFEITOS DA FISIOTERAPIA AQUÁTICA NO DESENVOLVIMENTO MOTOR DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Autores

  • RAYSSA NINAYAN CORPOLATO DE SOUZA

Palavras-chave:

Transtorno do Espectro Autista, Hidroterapia, Fisioterapia Aquática

Resumo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por déficits na comunicação social, comportamentos repetitivos e dificuldades no desenvolvimento motor, a fisioterapia aquática (FA) atua simultaneamente na estimulação motora, sensorial e afetiva, reduzindo comportamentos estereotipados e melhorando a função executiva, como planejamento e flexibilidade cognitiva. Esta revisão sistemática teve como objetivo explorar os efeitos FA no desenvolvimento motor de crianças com TEA, com base em ensaios clínicos publicados entre 2018 e 2025. A busca foi realizada nas bases PubMed e CAPES, utilizando a estratégia P.I.C.O., com descritores em português e inglês. Foram incluídos quatro estudos que atenderam aos critérios de inclusão: ensaios clínicos com crianças com TEA, em português ou inglês, focados em intervenções aquáticas e desfechos motores. Os resultados indicam que a FA promove melhorias significativas nas habilidades motoras grossas (equilíbrio, coordenação, locomoção), prontidão aquática e função executiva, com destaque para programas estruturados como Halliwick e Terapia Aquática Orientada à Resposta (ROA). Apesar da variabilidade metodológica e da predominância de estudos quase-experimentais, a FA demonstrou alta adesão, caráter lúdico e potencial para complementar terapias convencionais. Conclui-se que a fisioterapia aquática é uma intervenção eficaz e promissora no desenvolvimento motor de crianças com TEA, embora sejam necessários ensaios clínicos randomizados com maior rigor metodológico para consolidar a evidência. 

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Publicado

2026-04-17

Edição

Seção

Artigos