ANÁLISE DA NOTIFICAÇÃO DOS CASOS DE SÍFILIS CONGÊNITA EM UM MUNICÍPIO DO CENTRO OESTE DO PARANÁ

Autores

  • CINTIA KAMINSKI

Palavras-chave:

Sífilis, Sífilis congênita, IST

Resumo

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível, transmitida pela espiroqueta Treponema pallidum. Pode ser transmitida por via sexual ou vertical. É classificada em sífilis adquirida, sífilis em gestante ou sífilis congênita. Outra classificação é sobre a evolução, que pode ser: primária, secundária, latente ou terciária. Quando acomete o feto os prejuízos na qualidade de vida são inúmeros, daí a necessidade de ter um rastreio e tratamento efetivos para as gestantes e seus parceiros sexuais. Alguns fatores interferem no aumento da incidência de sífilis congênita, dentre eles: baixa escolaridade, idade materna e tratamento dos parceiros sexuais. Os objetivos do trabalho foram avaliar a incidência de sífilis congênita em um município do Centro-Oeste do Paraná, correlacionando com a idade e escolaridade materna, bem como a realização do tratamento pelo parceiro. Trata-se de um estudo transversal observacional, onde foram avaliadas as fichas SINAN para a notificação de sífilis congênita na Vigilância epidemiológica do município de janeiro de 2022 a dezembro de 2023. O estudo encontrou cinco casos, gerando uma taxa de incidência baixa, porém, com predomínio de escolaridade materna baixa, faixa etária precoce e não realização de tratamento pelos parceiros. Ainda sim, é essencial que políticas públicas sejam implementadas a fim de aumentar a adesão do pré-natal, bem como o acompanhamento pelos parceiros. Além de capacitações para preenchimento das fichas pelos profissionais da saúde, e o incentivo às buscas ativas das gestantes que não aderem o pré-natal adequadamente.

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Publicado

2026-04-20

Edição

Seção

Artigos