ANÁLISE DA INCIDÊNCIA E DISTRIBUIÇÃO DAS COAGULOPATIAS NO BRASIL (2020–2024)
Palavras-chave:
Coagulopatias, Hemofilia A, Hemofilia BResumo
Introdução: As coagulopatias hereditárias, são distúrbios genéticos que comprometem o processo de coagulação sanguínea por meio da redução ou
ausência de fatores de coagulação. Embora sejam consideradas doenças raras, apresentam impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes e demandam acompanhamento hematológico especializado. Objetivo: Analisar a incidência e distribuição das principais coagulopatias hereditárias no Brasil, nos anos de 2020 a 2024, a fim de identificar possíveis diferenças regionais. Metodologia: Trata-se de um Este estudo caracteriza-se como um estudo epidemiológico descritivo, retrospectivo, baseado em dados obtidos de fontes oficiais do Ministério da Saúde/SAES. Serão elaboradas tabelas e gráficos comparativos entre os contextos nacional e municipal. Resultados: Foi observado um crescimento progressivo no número de casos ao longo do período, com aumento acumulado de 18,5%. Houve predominância do sexo masculino (61%), especialmente associada às hemofilias, enquanto a Doença de von Willebrand apresentou maior frequência no sexo feminino. A distribuição etária revelou maior concentração de casos na população adulta, principalmente entre 31 e 50 anos. Regionalmente, verificou-se maior concentração absoluta de casos no Sudeste, enquanto estados do Nordeste e Centro-Oeste apresentaram crescimento proporcional mais acentuado. A mortalidade manteve-se baixa e oscilante, com média anual de aproximadamente 39 óbitos. Conclusão: Nos
últimos anos houve expansão dos registros de coagulopatias hereditárias no Brasil, possivelmente associada à ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Os achados reforçam a necessidade de fortalecimento das políticas públicas, com foco na redução das desigualdades regionais e na ampliação do cuidado integral a esses pacientes.