ASSISTÊNCIA ENFERMAGEM FRENTE AO DIAGNÓSTICO DE HIV GESTACIONAL NO PRÉ–NATAL
UMA REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA
Palavras-chave:
HIV, Gravidez, Pré-natalResumo
Este trabalho analisa a importância da assistência de enfermagem frente ao diagnóstico de HIV gestacional no pré-natal, com foco no acolhimento, na humanização e na educação em saúde como estratégias para promover a adesão ao tratamento antirretroviral (TARV), reduzir a transmissão vertical e melhorar a qualidade de vida da gestante e do bebê. O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é um retrovírus que compromete o sistema imunológico ao destruir os linfócitos T CD4+. Embora não tenha cura, o tratamento antirretroviral, quando seguido corretamente, impede a progressão para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). No Brasil, a testagem precoce e contínua durante o pré-natal é essencial para a detecção da infecção, início do tratamento e prevenção da transmissão vertical. No entanto, o estigma social permanece como um obstáculo relevante, afetando o acesso aos serviços de saúde e a qualidade de vida das gestantes vivendo com HIV. A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma revisão narrativa da literatura, utilizando bases de dados como PUBMED/Medline, BVS, UNAIDS, LILACS e SciELO. A estratégia PICO auxiliou na definição da pergunta norteadora e na seleção das evidências científicas. Os resultados demonstram que o acolhimento qualificado, o aconselhamento pré e pós-teste, e a educação contínua em saúde favorecem a compreensão da gestante sobre sua condição, fortalecendo a adesão ao tratamento. A atuação do enfermeiro na escuta ativa, no manejo de efeitos colaterais e na orientação clara é decisiva para alcançar a supressão viral e reduzir o risco de transmissão vertical — que pode passar de 25–35% para índices próximos de zero. Também são destacadas intervenções como o preparo para o parto, o incentivo ao uso de fórmula láctea em vez da amamentação e o planejamento familiar no pósparto. Conclui-se que a assistência de enfermagem no pré-natal é essencial para garantir a saúde integral da gestante com HIV e do bebê, sendo indispensável o fortalecimento das políticas públicas e a capacitação contínua dos profissionais envolvidos.